Construções gramaticais Complex Object e Causative
Em inglês, às vezes queremos dizer que uma pessoa faz com que outra pessoa realize uma ação, ou que mandamos fazer algo para nós. Para expressar essas ideias, usamos construções especiais que funcionam de forma diferente do português. Vamos entender como isso funciona na prática.
Objeto Complexo (Complex Object)
O Objeto Complexo é uma construção onde dizemos o que queremos, esperamos, vemos ou sentimos em relação às ações de outra pessoa. A estrutura básica é: você menciona a pessoa, e depois a ação que ela faz (ou que você quer que ela faça). Existem diferentes formas dependendo do tipo de verbo que você usa.
- Com verbos de desejo e pedido (want, ask, tell, wish, etc.)
Quando você quer ou pede que alguém faça algo, use: verbo + pessoa + to + ação
Sujeito + verbo de desejo + pessoa + to + verbo
- Com verbos de sentimento (like, love, hate, dislike, etc.)
Quando você expressa como se sente sobre algo que outra pessoa faz, use: verbo + pessoa + verbo com -ing
Sujeito + verbo de sentimento + pessoa + verbo-ing
- Com verbos de percepção (see, hear, watch, feel, notice, etc.)
Quando você vê, ouve ou percebe alguém fazendo algo, pode usar duas formas:
→ Sem to (ação completa vista do início ao fim)
→ Com -ing (ação em andamento, você pegou no meio)
Sujeito + verbo de percepção + pessoa + verbo (sem to) OU verbo-ing
- Com verbos de pensamento (expect, believe, know, consider, think, suppose, etc.)
Quando você pensa, acredita ou sabe algo sobre alguém, use: verbo + pessoa + to be ou to + verbo
Sujeito + verbo de pensamento + pessoa + to + verbo/be
Construções Causativas (Causative Constructions)
As Construções Causativas expressam situações em que você faz com que outra pessoa realize uma ação, seja convencendo, forçando, pagando ou contratando alguém. Existem três verbos principais usados nessas construções: make, have e get, cada um com sua própria estrutura e significado.
- MAKE (forçar, obrigar alguém a fazer algo)
Use make quando alguém é forçado ou obrigado a fazer algo. Aqui a pessoa não tem escolha. Importante: depois de "make" o verbo vem sem o "to".
Sujeito + make + pessoa + verbo (sem to)
- HAVE (fazer alguém fazer algo / mandar fazer)
Use have quando você pede, contrata ou convence alguém a fazer algo para você. Aqui há uma relação de autoridade ou acordo. O verbo também vem sem o "to".
Sujeito + have + pessoa + verbo (sem to)
- GET (convencer, conseguir que alguém faça algo)
Use get quando você convence ou consegue que alguém faça algo. É menos formal que "have" e implica mais esforço para persuadir. Aqui o verbo vem com "to".
Sujeito + get + pessoa + to + verbo
Construção Causativa Passiva (have/get something done)
Esta construção expressa que você não faz algo pessoalmente, mas sim manda fazer ou paga para alguém fazer por você. É muito comum no dia a dia quando falamos de serviços: cortar cabelo, consertar o carro, pintar a casa, etc. Em português, dizemos "vou cortar o cabelo" mesmo quando outra pessoa vai cortar para nós. Em inglês, a estrutura deixa isso explícito.
- Quando você manda fazer algo ou paga alguém para fazer
Use have ou get + objeto + particípio passado (V3)
Sujeito + have/get + objeto + particípio passado
- Quando algo ruim acontece com você (sem você querer)
A mesma estrutura pode expressar algo negativo que aconteceu: roubo, acidente, dano, etc.
Sujeito + have + objeto + particípio passado
Essas construções — Objeto Complexo e Causativas — são muito usadas no inglês do dia a dia. Com o Objeto Complexo, você consegue expressar desejos, percepções e opiniões sobre as ações de outras pessoas de forma natural. Com as Causativas, você deixa claro quando força alguém a fazer algo (make), quando manda ou pede para alguém fazer (have), quando convence alguém (get), ou quando contrata serviços (have/get something done). Praticar essas estruturas vai tornar seu inglês muito mais fluente e preciso. Para treinar na prática e ganhar confiança no uso dessas construções, vá até o treinador gramatical interativo — lá você vai praticar com frases reais e situações do cotidiano.